Escrito por admin em Nov 22, 2010
“Quem passa por Alcobaça, não passa sem lá voltar”, diz a velha frase. E ao que tudo indica, parece ser verdade, pois a cidade portuguesa localizada no Litoral Oeste, banhada pelos rios Alcoa e Baça, é motivo de orgulho para os alcobacenses e motivo de fascínio para aqueles que a visitam e revisitam.
Aproveite você também para visitar esta cidade nos próximos dias, isto porque, de 18 a 21 de Novembro, decorre a XII Mostra Internacional de Doces e Licores Conventuais. É no Mosteiro de Alcobaça, Monumento Nacional desde 1910, Património Mundial desde 1989 e uma das Sete Maravilhas de Portugal desde 2007, que poderá cometer o pecado capital da gula e deliciar-se com as trouxas de ovos, os crepes com amêndoa, as Delícias de Frei João, o Pudim de Ovos dos Frades do Convento, as Barrigas de Freira, os Tachinhos à Dom Abade, as Broinhas e os Biscoitos de Alcobaça, as Grades e as Gradinhas de Alcobaça, os Escaldadinhos e os Triângulos, sem nunca, mas nunca, esquecer o aromático e saboroso Licor de Ginja. No Mosteiro de Alcobaça, aproveite também para apreciar os túmulos dos eternos apaixonados Dom Pedro e Dona Inês de Castro, duas verdadeiras obras-primas da escultura gótica em Portugal.
Faça ainda uma visita às Ruínas do Castelo de Alcobaça fundado pelos Árabes, aos setecentistas Arcos de Cister e à Igreja da Misericórdia edificada no século XVI e restaurada no século XIX e conheça, também, o património museológico de Alcobaça, nomeadamente, o Museu Nacional do Vinho, o Museu Atlantis, o Museu Raul da Bernarda, o Museu dos Coutos de Alcobaça e a Casa Museu Vieira Natividade.
Almoce ou jante num dos vários restaurantes da cidade e experimente especialidades gastronómicas como o Frango na Púcara, o Porco à Abade de Cister e o Cherne à Frei João e, para sobremesa, peça uma fatia de tarte de frutas, pois Alcobaça é nacionalmente conhecida pela sua fruticultura de qualidade; quem nunca ouviu falar das coloridas, sumarentas e saborosas Maçã de Alcobaça e Pêra Rocha do Oeste?
De regresso a casa traga qualquer coisa típica de Alcobaça para si ou para oferecer a alguém. Produtos não faltarão, o difícil será mesmo escolher entre o fabrico artesanal de toalhas bordadas, tapeçarias, cestas de verga, mantas de farrapos, lenços “alcobaças” e decorações e estofos feitos a partir dos mimosos panos de chita, e o fabrico industrial de faianças, porcelanas e cristais.
Dispondo de quase duas dezenas de unidades de alojamento, prepare já a sua vinda a Alcobaça e encante-se com o sumptuoso Mosteiro de Alcobaça, com as apetitosas guloseimas conventuais e com os requintados produtos típicos desta cidade localizada no centro do país. Visite Alcobaça, agora e sempre. Afinal, quem passa por Alcobaça, não passa sem lá voltar!
Escrito por admin em Nov 15, 2010
Se ainda é daqueles que está de férias, então aproveite os últimos dias quentes e secos deste ano para passar uma estadia na Figueira da Foz, cidade portuguesa conhecida como A Rainha da Costa de Prata pelos seus 12 quilómetros de praias lançadas ao longo do Atlântico, nas quais se disputam vários campeonatos desportivos, como por exemplo, o mundialito de futebol de praia e o campeonato de surf.
O escritor português Ramalho Ortigão escreveu uma vez «Não tem outro remédio senão vir à Figueira quem quiser ver a mais linda praia de banhos de Portugal». E o facto, é que são milhares as pessoas, que todos os anos se deslocam à Figueira da Foz, para uma temporada ou uma simples visita.
O mar Atlântico, o rio Mondego e a Serra da Boa Viagem desenham um triângulo de ofertas naturais, que não podem, nem devem passar despercebidas. Motivo para a Figueira da Foz ser, actualmente, uma referência para a actividade turística; mas não só, pois muito mais há para conhecer, sentir e viver nesta cidade localizada no centro do país a 1 hora do Porto, a 1 hora e meia de Lisboa e a 30 minutos de Coimbra.
O Forte de Santa Catarina, juntamente com a Fortaleza de Buarcos e o Fortim de Palheiros, fez, em tempos passados, parte de um grupo de fortificações de defesa aos ataques dos piratas e corsários sofridos na costa litoral. Outro local incontornável é o chamado Passeio Atlântico. A pé, de bicicleta ou de skate, este local é adequado para fazer grandes caminhadas. Aqui familiares e amigos encontram-se debaixo do Sol ou da Lua, mas sempre em frente ao mar. Junto à bonita Torre do Relógio está a Esplanada Silva Guimarães que, marcada pela elegância da Casa das Conchas, também é um dos pontos de encontro de excelência da cidade. O Picadeiro, situado em pleno coração do Bairro Novo, é a zona dos cafés, restaurantes e bares e promete sempre um vasto leque de possibilidades de entretenimento urbano. E para aqueles que não dispensam um fim de tarde animado ou uma noite bem divertida, por que não uma ida ao Casino da Figueira da Foz e aproveitar para conhecer o seu emblemático Salão Nobre? Ou, se preferir, por que não uma visita ao Centro de Artes e Espectáculos, o qual oferece espectáculos culturalmente aliciantes? Ou, então, o Museu Municipal Doutor Santos Rocha, com destaque para a colecção de peças de arte contemporânea?
Na Figueira da Foz encontrará diversos tipos de alojamento: os requintados hotéis de 2, 3 e 4 estrelas, as modestas mas confortáveis pensões de 2º e 3º categorias, os divertidos Parques de Campismo ou, até mesmo, um espaço de turismo rural, como é o caso da acolhedora Casa da Azenha Velha.
E quanto à gastronomia, até ao dia 28 de Novembro do corrente ano, Figueira da Foz está em destaque com o evento Figueira Gastronómica 2010. É que as águas extensas da Figueira garantem a quantidade e a qualidade do sempre fresco, saboroso e nutritivo peixe, quer do mar, quer do rio. Desde que os primeiros homens se instalaram nesta região até aos dias de hoje, são os deliciosos pratos de marisco, de sável, de lampreia e de tantos outros peixes tradicionais a base da culinária figueirense, sendo a lula grelhada e o bacalhau com batatas a murro as grandes especialidades. Para satisfazer as bocas mais doces, Figueira da Foz oferece aletria, fatias douradas, bolos de sangue, papas de moado, broas doces e, claro, como não poderia deixar de ser, as nacionalmente famosas Brisas da Figueira.
Terra de um passado remoto, de um presente agitado e de um futuro que promete ainda mais desenvolvimento e progresso, Figueira da Foz do Mondego é caracterizada, entre muitas outras coisas, por um valioso património natural e cultural, por uma gastronomia de excelência, por diversas unidades de alojamento e por muita animação nocturna, aspectos que tornam esta cidade num destino ímpar no Litoral português.
Escrito por admin em Set 28, 2010
Nazaré, para além de uma típica vila de pescadores e peixeiras, é também um concorrido centro de veraneio, que soube manter as suas tradições ligadas ao mar. Esta vila piscatória possui a praia de banhos mais concorrida do litoral oeste e consegue atrair os seus visitantes, não só pelas garridamente coloridas barracas de lona, mas também, pela ondulação forte do mar, que possibilita a prática de desportos como a natação, o surf e o bodyboard.
Falar em Nazaré é falar do Sítio e da Pederneira. A ligação da praia ao miradouro do Sítio faz-se através do Elevador da Nazaré que, com mais de cem anos, é visitado anualmente por milhares de pessoas, tanto por curiosidade, como pela magnífica vista panorâmica que oferece. No outro extremo da praia, encontra-se a Pederneira, aquela que foi durante os séculos XII e XIV um porto de mar e que, actualmente, é um dos bairros da vila, no qual se pode observar alguns elementos patrimoniais, como por exemplo, o Edifício dos Paços do Concelho, o Pelourinho, a Igreja Matriz da Nossa Senhora das Areias e a Igreja da Misericórdia.
A gastronomia nazarena é caracterizada por pratos de peixe e de marisco das mais variadas espécies e modos de confecção. É o caso da Caldeirada Nazarena, das sardinhas, carapaus, douradas, robalos e chernes aromaticamente grelhados, do arroz de tamboril, da açorda de marisco e das cataplanas de peixe e de marisco. Para a sobremesa, Nazaré oferece sardinhas doces, támares, foquins e os tradicionais nazarenos. Todas estas iguarias podem e devem ser saboreadas nos restaurantes e nas pastelarias da vila piscatória. Quase impossível de encontrar nos estabelecimentos comerciais, mas, no entanto, muito apreciado e conhecido de todos é o peixe seco. É no sul da praia que se encontra o Estindarte da secagem do pescado, onde as peixeiras secam e vendem directamente a todos os interessados o peixe ali exposto.
Também o artesanato nazareno evidencia a ligação desta terra ao mar: são as miniaturas em madeira ou em cerâmica dos típicos barcos coloridos; são as bonecas que representam as peixeiras vestidas com o traje tradicional das sete saias e os bonecos que imitam os pescadores vestidos com calças pretas, camisas de xadrez e barrete, bonecada esta que faz a delícia não só dos miúdos, como também dos graúdos; são as redes de vários tamanhos e feitios que servem como peças decorativas ou como objectos utilitários e, ainda, são os quadros a óleo ou a aguarela que retratam as vivências marítimas destas gentes locais, bem como, as paisagens do litoral português. O folclore nazareno também é digno de destaque, uma vez que reflecte nas suas letras e músicas a forte ligação desta gente ao mar e, sobretudo, a faina da pesca.
Outros espaços em Nazaré há, que parecem ter parte do dia marcada para as respectivas visitas. Por exemplo, de manhã, visite o Mercado Municipal, onde o colorido dos produtos e a agitação dos comerciantes dão um toque de boa disposição ao dia e, seguidamente, conheça a Casa-Museu do Pescador. Inicie a tarde com um passeio pela marginal ao longo do paredão para contemplar o extenso areal, o mar de um azul intenso e o casario branco dos pescadores. Aproveite também para conhecer o Centro Cultural da Nazaré, edifício onde funcionou a Lota entre 1961 e 1982 e, depois, caminhe até ao Porto de Pesca e de Recreio onde, de 2º a 6º Feira a partir das 17 horas, começa a funcionar a Lota e é ver os barcos a descarregar a captura do dia. Assista, converse com os pescadores e com as peixeiras e observe de perto o modo de vida das gentes locais. À noite, regresse ao centro da vila, onde não faltarão bons bares e discotecas e vários espectáculos de rua.
Localizada a cerca de uma hora de Lisboa e duas horas do Porto, conhecida pela famosa e típica praia de banhos e pelo clima ameno durante todo o ano, dotada de uma beleza natural ímpar, de um património histórico e monumental de grande valor, de gentes hospitaleiras com tradições genuínas que souberam preservar as suas raízes, de saborosas especialidades gastronómicas, de centenas de unidades de alojamento particular para fins turísticos e de um vasto leque de actividades de animação, Nazaré torna-se, assim, num destino turístico de eleição para umas férias de Verão ou, simplesmente, para uns dias de descanso ao longo do ano.
Escrito por admin em Set 3, 2010
Chamam-se Berlenga Grande, Estelas e Farilhões-Forcados. E são, nada mais, nada menos, as ilhas que compõem as Berlengas, um pequeno arquipélago português situado no Atlântico a cerca de 15 km a oeste de Peniche.
As praias, o Forte, o Farol, assim como a fauna e a flora características são as principais atracções turísticas deste território insular. Embora não haja livre acesso a toda a ilha, visto tratar-se de uma zona considerada Reserva Natural, existem trilhos com cerca de 2 km, através dos quais se pode deslumbrar a quase totalidade da beleza berlengueira.
A ilha das Berlengas tem várias praias, sendo a principal a Praia do Carreiro do Mosteiro. Este é um sítio ideal para se desfrutar de algumas horas de sol e para tomar banho nas suas águas em tons de verde transparente, sendo também um ponto de partida e um ponto de chegada para os barcos de passageiros, assim como, para a maioria dos outros barcos. Outro dos pontos de referência da ilha é o Forte de São João Baptista, uma construção do século XVII que possui quartos, serviço de Bar e um mini-mercado, e no qual se pode apreciar as vistas da costa litoral portuguesa, nomeadamente, Peniche e arredores, a chegada dos barcos à ilha e o bairro dos pescadores composto por 16 casas. A partir desta fortaleza, pode alcançar o Farol, desde que haja vontade para subir mais de 250 degraus. Baptizado como o Farol de Duque de Bragança, este monumento construído em 1841 é de uma presença indispensável na ilha, pois avisa os barcos que se encontram na zona de que ali existe terra, mais propriamente as três ilhas das Berlengas.
Neste arquipélago existe cerca de uma centena de espécies botânicas, algumas únicas na Terra e outras de distribuição muito restrita. Contudo, as flores que mais predominam nas ilhas e as que mais contribuem para as espectaculares vistas naturais são o chorão, a papoila e o malmequer-amarelo. Por sua vez, também são diversos os animais presentes nas ilhas, como por exemplo, a lagartixa de Bocage, a estrela-do-mar, o sardão, o coelho bravo, o rato preto, a rola-do-mar, a andorinha-dos-beirais, a coruja-do-nabal, os cabozes, as anémonas, os sargos, entre muitos outros. Com tantas plantas e animais característicos, surge a necessidade de proteger e respeitar a flora e a fauna deste arquipélago, para que assim se continue a manter este paraíso insular. Durante o Inverno, são os pescadores, os faroleiros, os vigilantes da natureza e, eventualmente, alunos de uma escola qualquer, as únicas pessoas que permanecem nas ilhas. Mas, no Verão, para além destas pessoas, o arquipélago recebe turistas, visitas guiadas às grutas e barcos de travessias.
Se ainda está de férias, aproveite enquanto é Verão, para passar uns dias inesquecíveis nas Berlengas a apreciar a espectacular vista paisagística deste arquipélago. Para a estadia, há o Forte, o Pavilhão Mar e Sol e o Parque de Campismo, todos eles confortavelmente apetrechados para dormir, comer e até conviver. Falar em Berlengas é falar em águas límpidas, tranquilas e transparentes, as quais fazem lembrar as conhecidas ilhas tropicais, que tantos visitantes parecem cativar. É por estas e por outras que o arquipélago das Berlengas torna-se num local de passagem obrigatória para todos aqueles que gostam de ambientes tropicais, mas que não dispõem de tempo ou de meios para sair do país. O local de partida é o porto de Peniche, onde existem vários barcos de várias empresas para fazer a respectiva travessia com a duração de aproximadamente seis horas. A título de curiosidade, as Berlengas foram o palco e o tema principal para o filme português “O Rei das Berlengas” realizado por Artur Semedo em 1978.
Escrito por admin em Abr 30, 2010
A apenas cinco horas aéreas de Lisboa, situa-se esta beleza insular africana, apreciada e cobiçada pelas paisagens luxuriantes, vegetação exuberante, arquitectura singular, população mestiça receptiva ao mundo, enfim, todo um mosaico cultural extremamente rico.
A população santomense, resultado da miscigenação entre portugueses e nativos africanos, tem a particularidade de gostar de intercambiar com os estrangeiros.
A vinda a São Tomé obriga à visita de lugares como a Fortaleza de São Sebastião, a Catedral da Santa Sé, o Palácio Presidencial, o Arquivo Histórico, bem como, outros edifícios de inspiração barroca. Por outro lado, artes como a pintura, a escultura ou o artesanato também têm artistas cheios de talento, cujas obras-primas estão expostas na Galeria Teia D´ Arte, localizada na capital.
As duas ilhas também são conhecidas pelas Roças, pelas quais se pode fazer um percurso e acompanhar a produção do cacau ou do café, desde a sua sementeira até à sua secagem e, no fim, quem sabe, comer uma fatia do delicioso bolo de chocolate acompanhada do irresistível café.
As borboletas, os periquitos, os papagaios e as tartarugas fazem parte da fauna mais característica de São Tomé e Príncipe, enquanto que a flora santomense desperta a atenção dos turistas com a rosa de porcelana, a rosa vermelha-alaranjada e os bicos de papagaio.
As praias de areia fina e de água límpida com cores variadas, que vão desde a turquesa até ao negro, passando pela esmeralda, juntamente com o clima sempre quente, apelam a uma longa exposição ao sol.
A gastronomia, sempre saborosa, é marcada pelos peixes frescos e pelos diversos frutos tropicais, com destaque para a banana, visto que é confeccionada de várias formas, ora frita, ora cozida, ora assada. O calulú, por sua vez, é o prato tradicional e consiste numa sopa com peixe seco ou com carne, que se serve acompanhada de puré de banana ou de arroz cozido.
Ao longo do ano, as danças, originalmente marcadas pelos costumes, cantos e saudações, animam as festas, os rituais e as manifestações.
É assim São Tomé e Príncipe, a antiga colónia portuguesa situada no Oceano Atlântico sobre a linha do Equador. Este país exótico e tropical, também conhecido como a Jóia do Atlântico, tem belezas naturais, obras-primas coloridas, uma população sorridente… razões suficientes para Miguel Sousa Tavares ter escrito no seu livro de viagens Sul «Não é bem um país, é um projecto dos deuses atraiçoado pelos homens».