Escrito por admin em Jun 24, 2011
Estamos a terminar a Primavera. A poucos dias do Verão, seguimos viagem até ao Fundão, onde as primaveris Cerejeiras em Flor deram lugar à cereja, esse fruto pequeno, arredondado, carnudo, que confere às paisagens fundanenses tonalidades de vermelho-paixão. Aliás, para além do aspecto cromático, a cereja e a paixão também têm em comum o facto de serem singelas, delicadas, apetecíveis, deliciosas…
De 15 de Maio a 15 de Julho, o Fundão está sob o signo da Cereja, sendo dois meses de muita cor e de muito sabor. Entre os dias 9 e 12 de Junho, decorre a famosa Festa da Cereja com passeios pedestres pela Rota da Cereja, visitas aos pomares, apanha das cerejas, venda das cerejas e seus derivados, tasquinhas de petiscos e artesanato, concertos e muita animação de rua. Em paralelo, decorre o festival gastronómico “Fundão, Aqui Come-se Bem”, que conta com a participação de 15 restaurantes do concelho, os quais apresentam ementas com as melhores receitas à base de cereja.
De facto, a cereja é celebrada no Fundão com pompa e circunstância. Mas, a gastronomia fundanense oferece mais, para além da cereja: o cabrito estonado, a feijoada de lebre, o ensopado de borrego, a perdiz de escabeche ou as migas de vinha d´alho são alguns dos pratos que pode degustar nesta terra da Beira Interior, onde também vale a pena visitar o património monumental, nomeadamente, a Igreja Matriz e as capelas de Santo António, de Nossa Senhora da Luz e de São Francisco, todas elas construções do século XVI, e, ainda, o Museu Arqueológico e os Paços do Concelho.
Faça-se à estrada e venha até ao Fundão passar um fim-de-semana ou, se for caso disso, passar as suas férias. Pegue nessa pessoa tão apaixonante e venha celebrar a magia da natureza fundanense com o vermelho-paixão da cereja. Prepare já a sua reserva nos sofisticados Hotel Príncipe da Beira ou Hotel Resort O Alambique d´ Ouro, ambos de 4 estrelas, ou se preferir, o requintado Fundão Palace Hotel de 3 estrelas.
Na terra da cereja, desperte a paixão, oferecendo à tal pessoa, bonitos cestos com cerejas, compotas de cereja, licores de cereja e, para adoçar ainda mais o momento, chocolates recheados com cereja. Seja você mesmo a cereja no topo do bolo e dedique à sua paixão esta quadra de Eugénio de Andrade, filho desta terra: Abrir os braços, acolher nos ramos/ o vento, a luz ou o que quer que seja;/ sentir o tempo, fibra a fibra,/ a tecer o coração de uma cereja.
Escrito por admin em Jun 24, 2011
Mértola foi o nosso destino escolhido para uma pequena, mas agradável estadia. Para escapar da rotina diária, para aproveitar os dias quentes de Maio, para respirar novos ambientes, mas, acima de tudo, para conhecer uma terra que, mediante a herança cultural de vários povos que aqui se cruzaram, ficou rotulada de Vila Museu.
No entanto, a escolha desta milenar vila alentejana deveu-se, também, à 6º edição do Festival Islâmico, que decorreu de 19 a 22 de Maio, e que permitiu, uma vez mais, celebrar a herança histórica desta vila e a sua forte influência islâmica. Realizado de 2 em 2 anos e sempre em anos ímpares, este é um festival imperdível dominado pela animação, pelo conhecimento, pela sabedoria e pela cultura, tal como o expressaram a gastronomia, o artesanato, a música, a dança, o teatro, as feiras do livro, as exposições, as conferências, os colóquios e, sobretudo, o Souk, o mercado árabe improvisado nas ruas da vila e marcado pelos cabedais, pelos chás, pelos incensos, pelas especiarias e pela mistura de vozes dos comerciantes, oferecendo a Mértola cores, sabores, aromas, sons e texturas simplesmente exóticos.
Mas, uma vez em Mértola, a nossa curiosidade não ficou apenas pelo Festival Islâmico. Tempo houve ainda para conhecer uma parte do património monumental mertolense, como o Castelo, um reaproveitamento cristão da antiga mesquita muçulmana, a Igreja Matriz com o seu perfil romanizado e islâmico e o Campo Arqueológico com diferentes áreas de intervenção e investigação organizadas em 3 núcleos, a saber, o Núcleo Romano, o Núcleo Visigótico e o Núcleo Islâmico.
E, se por um lado, a gastronomia de Mértola já seria uma razão suficiente para visitar a vila, dado o borrego do Baixo Alentejo e o porco alentejano serem a matéria-prima de uma multiplicidade de pratos locais; o pão ser o elemento central em especialidades gastronómicas como as sopas, os ensopados, as migas e as açordas; os tradicionais biscoitos como as costas, as pupias e os caracóis; os queijos e os enchidos e o vinho regional alentejano; por outro lado, também o artesanato de Mértola poderia ser uma razão de visita, pois o visitante não consegue ficar indiferente ao trabalho elaborado das mantas de lã, das toalhas de linho e de algodão e dos sacos para o pão.
Não deixámos Mértola sem dar um passeio de canoa pelo rio Guadiana, aliando, assim, o prazer de um passeio fluvial ao visionamento da riqueza paisagística que este rio oferece. Como sempre, não nos esquecemos dos nossos familiares e amigos e, como tal, trouxemos algo tradicional de Mértola para lhes adoçar a boca e, ao que tudo parece, a duplicar! Para os nossos tão estimados seres que não tiveram a oportunidade de vir connosco até à Vila Museu, resolvemos presenteá-los com uma embalagem de… bombons de chocolate com mel!
De facto, são muitas as razões para uma visita e estadia em Mértola, actualmente uma vila pacata, mas, outrora, um local movimentado por povos tão diversos como os Fenícios, os Cartagineses, os Romanos e os Árabes. Quanto às propostas de alojamento, as ofertas são circunscritas a unidades residenciais, a casas de hóspedes e a alojamentos particulares. Seja como for, em qualquer uma delas encontra-se a simpatia e a hospitalidade das gentes locais.
Mértola é um lugar de autenticidade, de genuidade, de tradicionalidade e de tranquilidade, onde apetece ficar e desfrutar. Terra de um passado milenar, de paisagens singulares e de pequenos refúgios, a Vila Museu é, por assim dizer, uma terra de cantos, recantos e muitos, muitos encantos!
Escrito por admin em Fev 15, 2011
Depois do Natal e da Passagem de Ano, chega a primeira festa do ano, ou seja, o Dia dos Reis. Para encerrar esta quadra natalícia e começar este ano num destino tão interessante quanto possível, decidimos ir até Braga, onde, anualmente, há o Encontro dos Cantares de Reis e Janeiras. Conhecida como a Cidade dos Arcebispos, a Cidade Barroca, a Cidade dos Três Sacro-Montes ou a Roma Portuguesa, Braga é, acima de tudo, o Coração do Minho.
Dona de um riquíssimo património monumental, como por exemplo, a Sé, a Igreja do Seminário de São Paulo, a Casa dos Crivos, o Palácio do Raio, a Oratória da Nossa Senhora da Torre, o Arco da Porta Nova, entre muitos outros edifícios repletos de história, são o Bom Jesus, o Sameiro e a Falperra que constituem o chamado Triângulo Turístico, ou seja, os marcos de visita obrigatória no roteiro turístico bracarense. Para usufruir da Natureza, dar um passeio pelo Largo do Paço, pela Praça Conde de Agrolongo ou pelo Jardim de Santa Bárbara parece ser o mais indicado e, para a diversão, nada melhor do que uma ida à Bracalândia, o maior parque de diversões de Portugal, constituído por espaços verdes, zonas temáticas, mais de duas dezenas de atracções, um jardim para piqueniques e sempre com diversos espectáculos de animação.
E se a gastronomia bracarense é nacionalmente famosa por excelentes iguarias como o Bacalhau à Minhota, o Arroz de Pato à Moda de Braga, o Arroz Pica no Chão, o Pudim Abade de Priscos, as Frigideiras do Cantinho, os fidalguinhos, as vieiras, as pederneiras, os sameiros, os suplícios, as paciências ou o bolo-rei escangalhado; já o artesanato bracarense há muito que ultrapassou as fronteiras nacionais, uma vez que os instrumentos de corda, a arte sacra e a vela votiva assumem-se como os ex-líbris da cidade, embora também não se possa esquecer dos panos de linho, dos bordados, da bijutaria, das miniaturas em madeira, dos sinos e do material agrícola em ferro forjado, dos farricocos, das coloridas louças típicas de Braga, enfim, toda uma gama de artigos tradicionais que, facilmente, se encontram nas ruas e nas ruelas da cidade.
Tida como uma cidade bimilenar, Braga foi fundada no tempo dos Romanos como Bracara Augusta. A sua história de 2000 anos de tradições, de artes antigas e de costumes seculares fazem de Braga uma cidade irresistível. Comece este novo ano a planear a sua visita a Braga e venha conhecer uma cidade extremamente dinâmica com uma intensa actividade comercial e onde a tradição é aliada da inovação.
Escrito por admin em Dez 20, 2010
Com o Natal a chegar, aumenta cada vez mais a vontade de passear, quanto mais não seja para fazer as compras natalícias com antecedência e não deixar tudo para a última da hora.
Nada melhor do que juntar o útil ao agradável, escolhendo um novo destino, aliando, assim, a vontade de lazer com a necessidade de fazer compras. Assim sendo, a nossa sugestão recai, mais uma vez, numa cidade do Oeste português. Caldas da Rainha é o seu nome e deve-o à Rainha Dona Leonor, esposa de Dom João II. Esta cidade tão peculiar bem que poderia ser a rainha dos últimos destinos de 2010.
Do primeiro hospital termal do mundo até ao Mercado Diário, passando pelo seu artesanato tão típico, Caldas da Rainha é uma verdadeira pérola citadina para quem a visita. O Hospital Termal mandado construir, em 1485, pela Rainha Dona Leonor, é famoso pelas suas águas sulfurosas com poderes terapêuticos e atrai, anualmente, centenas de turistas para o tratamento de doenças reumáticas e respiratórias. O Mercado Diário, também conhecido como a Praça da Fruta, é o ex-líbris da cidade desde há muitos anos e lá pode adquirir as frutas e os legumes sempre frescos, para dar mais cor e sabor à sua mesa de Natal.
Mas um passeio turístico pelas Caldas da Rainha permite conhecer, também, um estimado património histórico-cultural. Alguns exemplos são a Igreja da Nossa Senhora do Pópulo, fundada pela Rainha Dona Leonor e cuja arquitectura combina os estilos manuelino, renascentista e maneirista; o Chafariz das Cinco Bicas, uma construção de estilo barroco; a Ermida de São Sebastião, classificada como Imóvel de Interesse Público; a Ermida do Espírito Santo, erguida no século XV e restaurada no século XIX; a Estação Ferroviária, construída em finais do século XIX, cujas paredes do cais estão revestidas por onze painéis de azulejos, nos quais estão representados os pontos mais importantes da cidade e também da região.
Visitar Caldas da Rainha é visitar, ainda, um dos maiores conjuntos museológicos do país, com destaque para o Museu de Cerâmica, o Museu de José Malhoa, a Casa Museu Rafael Bordalo Pinheiro, o Museu Barata Feyo, o Atelier-Museu António Duarte ou o Atelier-Museu João Fragoso. Para desfrutar de um refrescante e repousante passeio ao ar livre, que tal uma ida ao Parque Dom Carlos I, onde poderá encontrar um lago, um parque infantil, um campo de ténis, um parque de merendas e uma esplanada.
O artesanato das Caldas da Rainha até que pode ser uma ideia para as suas ofertas natalícias. Certamente que terá pessoas na família ou no seu círculo de amigos e de conhecidos que gostarão dos Bordados de Dona Leonor, assim chamados por terem sido criados pela própria rainha e pelas suas damas da corte. Produzidos sobre pano de linho grosso, apresentam motivos de ângulos, espirais, aranhiços e corações, sendo o mel e a canela as cores predominantes. Para os mais atrevidos e sem pudor, mas com muito humor, ofereça uma peça decorativa da tão característica louça das Caldas, a qual há para todos os usos e tamanhos. Para os mais sérios, a oferta pode consistir nas louças de uso utilitário para a cozinha, como por exemplo, as bonitas travessas, tigelas, saladeiras ou bomboneiras. Para os mais populares, porque não oferecer a peça mais típica da cerâmica caldense, ou seja, uma estatueta do Zé Povinho, símbolo de Portugal e do povo português. Para os mais mimosos, ofereça um dos doces típicos das Caldas, como os Beijinhos, a Lampreia de Ovos, as Cavacas das Caldas ou as Trouxas das Caldas. Como vê, nas Caldas da Rainha, encontrará presentes natalícios para miúdos e graúdos e para todos os gostos e feitios.
Uma vez nas Caldas da Rainha, não deixe de provar os aromáticos e leves vinhos da região, bem como os pratos regionais, a saber, o Cozido à Portuguesa, o Bacalhau Dourado ou o Ensopado de Enguias da Lagoa. Se for sua intenção permanecer mais do que um dia na cidade, fique sabendo que esta dispõe de várias unidades de alojamento, destacando-se o Caldas Internacional Hotel, o Hotel Cristal Caldas e o Hotel Dona Leonor, entre várias pensões e residenciais.
Assim é Caldas da Rainha, a cidade portuguesa conhecida como a Capital do Comércio Tradicional, ou não tivesse ela aproximadamente 600 estabelecimentos dos mais diversos ramos de actividades comerciais e nos quais o comércio retalhista representa a quase totalidade da ocupação profissional e empresarial. Venha até às Caldas da Rainha, valorize as artes tradicionais desta cidade e aproveite para fazer algumas compras para o Natal que aí se aproxima.
Escrito por admin em Dez 6, 2010
Estamos em Dezembro, mês de feriados e de festas. E mais um ano de Férias e de Viagens baratas que está prestes a terminar. Contudo, há um destino que não pode deixar de visitar, ou não fosse este um Ano Jacobeu. Capital da Galiza, Património da Humanidade desde 1985, Capital Europeia da Cultura em 2000 e um dos três grandes focos da peregrinação cristã. Estamos, obviamente, a falar de Santiago de Compostela, cidade espanhola mundialmente famosa pelos seus Caminhos da Fé.
Mas Santiago de Compostela não é só uma cidade religiosa. Este local, ponto de encontro de tantos homens e culturas, é também uma cidade turística, monumental, gastronómica, artística, comercial, universitária… A Catedral de fachada barroca, onde acorrem os peregrinos que perfazem os Caminhos de Santiago, é a imagem de marca de uma cidade com momentos de muita fé para os católicos de todo o mundo e a meta final de todos os Caminhos de Santiago, tornando-se, por isso, na visita obrigatória para todos aqueles que chegam à cidade. Outras jóias monumentais também devem ser incluídas no itinerário turístico, como é o caso, dos mosteiros, dos conventos, das casas senhoriais, das praças e das numerosas igrejas. O Museu da Catedral, o Museu das Peregrinações, o Museu da Terra Santa, o Museu da Arte Sacra ou o Museu do Povo Galego são alguns dos nomes que fazem parte do distinto património museológico. O Centro Galego de Arte Contemporânea, assim como, outras galerias de arte, com entrada gratuita e com galeristas altamente formados e informados, oferece prestigiadas colecções de artistas internacionalmente famosos e exposições de artistas locais, o que permite aos amantes da natureza descobrir perspectivas artísticas, não só de Santiago de Compostela, mas também da Galiza.
Se, por um lado, Santiago de Compostela tem um património cultural indiscutível; por outro lado, também o seu património natural é digno de menção. Os espaços verdes são uma presença na paisagem compostelana e a apreciação da Natureza é um cruzamento de sentidos como cheirar a terra molhada, ouvir a erva a ser cortada ou ver as plantas a florescer. Dar um passeio pelos Parques e Jardins de Santiago permite descobrir vistas panorâmicas da antiga Compostela e uma ida aos miradouros, autênticas varandas privilegiadas sobre a cidade, permite comprovar duas realidades que definem este lugar, que são a omnipresença da catedral e a estreita relação da cidade com o ambiente natural.
A gastronomia compostelana é de primeira classe, até porque na Galiza, comer é sempre um prazer! Para além da doçura do tradicional pequeno-almoço de chocolate quente com churros, as restantes refeições caracterizam-se pela excelente qualidade dos ingredientes locais, que vêm tanto da terra como do mar, o que permite confeccionar deliciosas iguarias como os suculentos petiscos, o caldo galego, a vitela galega, o polvo galego ou os mariscos, cozidos ou grelhados, quentes ou frios. Para acompanhar as refeições, são muitos os vinhos a escolher e para sobremesa há inúmeros queijos, dos quais se destaca o queijo tetilla pelo sabor suave e pela inconfundível forma. Para as bocas ainda mais doces, há as pedras de Santiago, os caprichos de Santiago, as tabletes de chocolate de produção local e a famosa Tarte de Santiago, que já conta com dois séculos de história.
Não será difícil assistir a manifestações culturais como festas populares, festivais anuais de música, dança, cinema e teatro, exposições permanentes e itinerantes e outras manifestações artísticas, que animam, cada dia e cada noite, a vida dos compostelanos, uma vez que a agenda cultural desta cidade está sempre preenchida.
Há duas coisas que não pode deixar de fazer, antes de deixar a cidade: visitar o centenário Mercado de Abastos e deparar-se com a presença e a essência dos produtos galegos e passar pela Universidade de Santiago de Compostela, uma das universidades mais antigas da Espanha e da Europa, com uma ampla e variada oferta de cursos de língua e cultura espanholas.
Já agora, aos familiares e aos amigos que ficaram por terras portuguesas, ofereça algo que esteja relacionado com o artesanato compostelano, como por exemplo, objectos de prata, amuletos de azeviche, peças em coiro, reproduções do traje tradicional galego ou, em último recurso, por que não uma Tarte Típica de Santiago de Compostela.
Diz o povo, que quem não vai a Santiago de Compostela de vivo, vai de morto. Seja como for, nada melhor do que a vida para uma ida! Aproveite os últimos dias deste Ano Santo Compostelano para conhecer esta terra multicultural de acolhimento universal, meta de uma milenária rota de peregrinação. E que tal, no próximo dia 8 de Dezembro, Dia da Nossa Senhora da Imaculada Conceição, feriado em Portugal e também em Espanha? Rume a Santiago de Compostela e conheça os ritmos, os rituais, as rotas e as rotinas dos compostelanos.