Escrito por admin em Set 20, 2011
É o regresso. O regresso a casa depois das férias, o regresso à escola, o regresso ao trabalho. Mas, para nós, há tantas chegadas quantas partidas, pois continuamos pela estrada fora à procura de outros lugares e outras gentes.
Agora, foi a vez de uma visita a Campo Maior para a celebração das Festas do Povo, das Flores e dos Artistas, daquela que é considerada por muitos como a mais bela festa popular de todo o país e que consiste no maior jardim colorido de flores de papel a nível mundial.
Sem periodicidade regular, este evento acontece sempre que o povo quer, tendo a última edição ocorrido já em 2004. Sete anos depois, foram 104 as ruas do Centro Histórico de Campo Maior que voltaram a ganhar vida com as milhares de flores de papel feitas pelos seus residentes que, com carinho, alegria, entusiasmo, dedicação, delicadeza, energia, fascínio, excelência, mestria, sabedoria, empenho, vontade e, sobretudo, muita arte e muito trabalho, esperaram pelos milhares de visitantes de todo o mundo para assistirem a este maravilhoso, admirável e inesquecível jardim florido. De 27 de Setembro a 4 de Agosto houve, então, uma povoação inteira coberta de papel, com dias e noites que prometeram muitas surpresas. Contudo, a descrição destas festas e de toda a sua envolvência não é tarefa fácil, pelo que se sugere a vinda de todos a Campo Maior numa próxima edição das Festas do Povo para descobrirem, finalmente, a essência destas festas populares.
Mas, se por um lado, as flores de papel encheram as ruas da vila raiana e o coração dos campomaiorenses e de todos os forasteiros; por outro lado, Campo Maior também dispõe de outros motivos de interesse. É o caso da gastronomia campomaiorense que, embora marcadamente alentejana, tem influências da gastronomia espanhola, dada a fronteira leste da vila alentejana com a Espanha. Logo, é possível encher a barriga, começando pelas sopas de batata, de tomate, de cação ou de bacalhau, seguindo para o gaspacho, os grãos com carne, as migas com entrecosto a açorda ou a típica carne de porco à alentejana e terminando com a sobremesa que pode ir dos bolos amassados, dos tosquiados ou dos nógados até à sericaia com ameixas ou tortilhas de amêndoa e de gila. Para acabar a refeição em grande, não pode faltar o característico café, num ano em que a Delta Cafés comemora os 50 anos.
Aliás, é na Herdade das Argamassas, situada na Estrada de Campo Maior, que se pode visitar o Museu do Café e conhecer todas as fases, desde a plantação até à chávena, que contribuem para tornar o café na bebida de eleição dos portugueses. Inaugurado há quase 17 anos, é o único museu na Península Ibérica e o maior da Europa dedicado à safra do café e que sistematiza tão bem a história do bago que nasce em latitudes tropicais e que torna o café numa bebida aromática e de sabor intenso, ponto de partida para tantos encontros e reencontros.
Nesta vila alentejana de gente de alma raiana de braços abertos para o futuro e para o mundo, há monumentos históricos dignos de serem vistos, como por exemplo, a Igreja Matriz, o Castelo, a Capela dos Ossos ou o Convento de Santa Beatriz da Silva, a primeira santa portuguesa, que era natural de Campo Maior. Para além do Hotel Santa Beatriz de 3 estrelas, da Hospedaria Jardim, da Pensão Ponto Final e do Parque de Campismo, a Horta do Muro assume-se como uma interessante unidade de alojamento, pois trata-se de uma instância de turismo rural em sistema de agricultura biológica que permite aos seus visitantes, não só participarem em actividades como a plantação ou a colheita de culturas, como também, a possibilidade de adquirirem produtos biológicos da horta como o azeite, as azeitonas de mesa, a massa de pimentão, as mais variadas compotas e as frutas e os legumes acabados de colher.
Aqui o campo é maior!. Foi assim que tudo começou nesta vila de origem romana que não conhece fronteiras nem barreiras. Aqui há história, há cultura, há tradição. Há serenidade, tranquilidade e hospitalidade. E, claro, muito café e muitas, muitas flores!
Escrito por admin em Jun 24, 2011
Estamos a terminar a Primavera. A poucos dias do Verão, seguimos viagem até ao Fundão, onde as primaveris Cerejeiras em Flor deram lugar à cereja, esse fruto pequeno, arredondado, carnudo, que confere às paisagens fundanenses tonalidades de vermelho-paixão. Aliás, para além do aspecto cromático, a cereja e a paixão também têm em comum o facto de serem singelas, delicadas, apetecíveis, deliciosas…
De 15 de Maio a 15 de Julho, o Fundão está sob o signo da Cereja, sendo dois meses de muita cor e de muito sabor. Entre os dias 9 e 12 de Junho, decorre a famosa Festa da Cereja com passeios pedestres pela Rota da Cereja, visitas aos pomares, apanha das cerejas, venda das cerejas e seus derivados, tasquinhas de petiscos e artesanato, concertos e muita animação de rua. Em paralelo, decorre o festival gastronómico “Fundão, Aqui Come-se Bem”, que conta com a participação de 15 restaurantes do concelho, os quais apresentam ementas com as melhores receitas à base de cereja.
De facto, a cereja é celebrada no Fundão com pompa e circunstância. Mas, a gastronomia fundanense oferece mais, para além da cereja: o cabrito estonado, a feijoada de lebre, o ensopado de borrego, a perdiz de escabeche ou as migas de vinha d´alho são alguns dos pratos que pode degustar nesta terra da Beira Interior, onde também vale a pena visitar o património monumental, nomeadamente, a Igreja Matriz e as capelas de Santo António, de Nossa Senhora da Luz e de São Francisco, todas elas construções do século XVI, e, ainda, o Museu Arqueológico e os Paços do Concelho.
Faça-se à estrada e venha até ao Fundão passar um fim-de-semana ou, se for caso disso, passar as suas férias. Pegue nessa pessoa tão apaixonante e venha celebrar a magia da natureza fundanense com o vermelho-paixão da cereja. Prepare já a sua reserva nos sofisticados Hotel Príncipe da Beira ou Hotel Resort O Alambique d´ Ouro, ambos de 4 estrelas, ou se preferir, o requintado Fundão Palace Hotel de 3 estrelas.
Na terra da cereja, desperte a paixão, oferecendo à tal pessoa, bonitos cestos com cerejas, compotas de cereja, licores de cereja e, para adoçar ainda mais o momento, chocolates recheados com cereja. Seja você mesmo a cereja no topo do bolo e dedique à sua paixão esta quadra de Eugénio de Andrade, filho desta terra: Abrir os braços, acolher nos ramos/ o vento, a luz ou o que quer que seja;/ sentir o tempo, fibra a fibra,/ a tecer o coração de uma cereja.
Escrito por admin em Jun 24, 2011
Mértola foi o nosso destino escolhido para uma pequena, mas agradável estadia. Para escapar da rotina diária, para aproveitar os dias quentes de Maio, para respirar novos ambientes, mas, acima de tudo, para conhecer uma terra que, mediante a herança cultural de vários povos que aqui se cruzaram, ficou rotulada de Vila Museu.
No entanto, a escolha desta milenar vila alentejana deveu-se, também, à 6º edição do Festival Islâmico, que decorreu de 19 a 22 de Maio, e que permitiu, uma vez mais, celebrar a herança histórica desta vila e a sua forte influência islâmica. Realizado de 2 em 2 anos e sempre em anos ímpares, este é um festival imperdível dominado pela animação, pelo conhecimento, pela sabedoria e pela cultura, tal como o expressaram a gastronomia, o artesanato, a música, a dança, o teatro, as feiras do livro, as exposições, as conferências, os colóquios e, sobretudo, o Souk, o mercado árabe improvisado nas ruas da vila e marcado pelos cabedais, pelos chás, pelos incensos, pelas especiarias e pela mistura de vozes dos comerciantes, oferecendo a Mértola cores, sabores, aromas, sons e texturas simplesmente exóticos.
Mas, uma vez em Mértola, a nossa curiosidade não ficou apenas pelo Festival Islâmico. Tempo houve ainda para conhecer uma parte do património monumental mertolense, como o Castelo, um reaproveitamento cristão da antiga mesquita muçulmana, a Igreja Matriz com o seu perfil romanizado e islâmico e o Campo Arqueológico com diferentes áreas de intervenção e investigação organizadas em 3 núcleos, a saber, o Núcleo Romano, o Núcleo Visigótico e o Núcleo Islâmico.
E, se por um lado, a gastronomia de Mértola já seria uma razão suficiente para visitar a vila, dado o borrego do Baixo Alentejo e o porco alentejano serem a matéria-prima de uma multiplicidade de pratos locais; o pão ser o elemento central em especialidades gastronómicas como as sopas, os ensopados, as migas e as açordas; os tradicionais biscoitos como as costas, as pupias e os caracóis; os queijos e os enchidos e o vinho regional alentejano; por outro lado, também o artesanato de Mértola poderia ser uma razão de visita, pois o visitante não consegue ficar indiferente ao trabalho elaborado das mantas de lã, das toalhas de linho e de algodão e dos sacos para o pão.
Não deixámos Mértola sem dar um passeio de canoa pelo rio Guadiana, aliando, assim, o prazer de um passeio fluvial ao visionamento da riqueza paisagística que este rio oferece. Como sempre, não nos esquecemos dos nossos familiares e amigos e, como tal, trouxemos algo tradicional de Mértola para lhes adoçar a boca e, ao que tudo parece, a duplicar! Para os nossos tão estimados seres que não tiveram a oportunidade de vir connosco até à Vila Museu, resolvemos presenteá-los com uma embalagem de… bombons de chocolate com mel!
De facto, são muitas as razões para uma visita e estadia em Mértola, actualmente uma vila pacata, mas, outrora, um local movimentado por povos tão diversos como os Fenícios, os Cartagineses, os Romanos e os Árabes. Quanto às propostas de alojamento, as ofertas são circunscritas a unidades residenciais, a casas de hóspedes e a alojamentos particulares. Seja como for, em qualquer uma delas encontra-se a simpatia e a hospitalidade das gentes locais.
Mértola é um lugar de autenticidade, de genuidade, de tradicionalidade e de tranquilidade, onde apetece ficar e desfrutar. Terra de um passado milenar, de paisagens singulares e de pequenos refúgios, a Vila Museu é, por assim dizer, uma terra de cantos, recantos e muitos, muitos encantos!
Escrito por admin em Mai 23, 2011
A meio caminho de Lisboa e Porto, Coimbra é um ponto de paragem obrigatória para quem quer partir à descoberta da região centro de Portugal.
Aliás, é em Maio, que Coimbra se torna especialmente apetecível, pois a Cidade Universitária festeja mais uma Queima das Fitas, a maior festa académica da Europa, na qual não faltam a Serenata Monumental, o Baile de Gala das Faculdades, o Cortejo dos Grelados, a Bênção das Pastas, para além de vários concertos musicais que fazem parte do programa das chamadas “Noites do Parque” e que atraem à Praça da Canção milhares de pessoas.
A Universidade de Coimbra é a mais antiga de Portugal e dos países de expressão portuguesa e uma das mais antigas da Europa, para além de ser o principal ex-líbris da cidade. Desta universidade também fazem parte a Biblioteca Joanina, a mais famosa biblioteca de Portugal com mais de 300.000 volumes, e a Torre da Universidade, o maior símbolo académico da cidade, de cujo topo é possível avistar quase toda a zona coimbrã, incluindo a beleza das margens do rio Mondego e os férteis Campos do Mondego.
Mas se pensa que Coimbra destaca-se apenas por ser uma cidade universitária, desengane-se, pois existem outros pontos de interesse turístico. Portugal dos Pequenitos é um exemplo entre muitos. Inaugurado há 70 anos, este é o parque temático mais antigo de Portugal e, certamente, um dos mais antigos do mundo. Uma visita a este Portugal construído numa escala reduzida serve para conhecer a história, a cultura, a arquitectura e as tradições nacionais, assim como, para viajar pela época em que Portugal partiu à descoberta de novos mundos.
A Quinta das Lágrimas, mais do que um palácio e um hotel de luxo, é uma estadia na história de Portugal. Este é um espaço envolvido por uma beleza indescritível que foi celebrizada pela Fonte dos Amores e pela Fonte das Lágrimas, ambas cenários associados aos históricos amores do príncipe Dom Pedro e da fidalga Dona Inês de Castro. A essência da Quinta das Lágrimas é a conjugação de natureza, história e vivências com o charme, a elegância e o requinte daquele que será, muito provavelmente, o espaço mais romântico de Portugal.
Coimbra é também a cidade dos bonitos e aprazíveis espaços verdes e ajardinados. Quase de carácter obrigatório é uma visita aquele que é considerado o mais belo Jardim Botânico do país. Essa visita justifica-se, não só pelas múltiplas espécies botânicas que aí se encontram, mas também pelo vasto conjunto de elementos decorativos como fontes e estátuas. O que também não pode falhar é um passeio pelo Parque de Santa Cruz, popularmente conhecido como Jardim da Sereia, cuja entrada se faz através de um arco triunfal, coroado por três estátuas, que representam a Fé, a Esperança e a Caridade.
Todos aqueles que desejam ter um conhecimento mais aprofundado de Coimbra, podem fazê-lo por água ou por terra. Se, no primeiro caso, trata-se de um passeio a bordo no barco Basófias pelo rio Mondego, chamado pelos habitantes locais de “Rio dos Poetas”, sob as pontes Rainha Santa e a pedonal Pedro e Inês; já, no segundo caso, trata-se de um passeio panorâmico no veículo Tuk Tuk e no qual se pode apreciar o mais importante património monumental da cidade, nomeadamente, o Arco e a Torre de Almedina, as Igrejas de São Tiago e de Santa Cruz, as Sés Velha e Nova, o Aqueduto de São Sebastião, o Convento de Santa Clara-a-Nova, o Mosteiro de Santa-Clara-a-Velha, o Memorial da Irmã Lúcia e a Casa Museu Bissaya Barreto.
A lindíssima cidade de Coimbra é uma terra de convívio estudantil, de bares boémios, de comércio movimentado, de estreitas vielas na alta citadina, de tasquinhas na baixa citadina e das deliciosas arrufadas para o pequeno-almoço ou para o lanche. Aqui está o exemplo de uma cidade que, ainda nos dias de hoje, consegue preservar as tradições com a mesma força cultural de outrora. Diz a balada “Coimbra tem mais encanto na hora da despedida”. Se Coimbra tem mais encanto à partida do que à chegada, isso depende da perspectiva de cada visitante. A verdade é que Coimbra é uma cidade, pura e simplesmente, encantadora!
Escrito por admin em Abr 23, 2011
Se, por um lado, Primavera significa tempo de florescimento e de renascimento; por outro lado, Primavera também significa a celebração da Páscoa e da Pascoela, férias escolares para crianças e jovens e, ainda, férias laborais para alguns adultos. Assim sendo, pegue na sua família e venha passar estas férias e estas festas na bonita cidade de Mirandela.
Esta terra transmontana, situada nas margens do rio Tua, encanta os seus visitantes com as giestas, as papoilas, os malmequeres e tantas outras flores, que invadem os espaços desta cidade jardim. E porque Páscoa é uma festa de família, aprecie os trabalhos artesanais elaborados nesta terra e adquire-os para oferecer aos seus familiares ou, eventualmente, a um amigo ou vizinho no seu regresso a casa. Poderá optar por artefactos de latoaria, de madeira ou de tecelagem, todos eles sempre feitos com muita mestria e sabedoria, revelando a história de uma terra e de uma gente.
Aproveite a sua vinda a Mirandela para conhecer o Património Monumental desta cidade, a saber, a Igreja Matriz, o Paço dos Távoras, o Solar dos Condes de Vinhais, a Ponte Romana e a Fonte Ciprestes, e aproveite estas férias para dar uma volta no Comboio Turístico que percorre a cidade e pelo qual já passaram milhares de pessoas oriundas de todos os cantos do país e, até mesmo, do mundo, e tenha uma viagem inesquecível, quer pela beleza das paisagens, quer pela graça dos condutores.
No Domingo de Páscoa, prove a gastronomia mirandelense: do Cabrito Assado ao Coelho Estufado, do Bacalhau Assado com Pão de Centeio à Perdiz com Couve, dos Peixes do Rio Fritos às famosas Alheiras de Mirandela, muitos são os pratos saborosos que fazem parte da ementa desta terra transmontana. Para a sobremesa são a Aletria, os Papos de Anjo, os Bolinhos de Azeite e os Bolos de Páscoa que marcam destaque e, claro, no Domingo de Páscoa e no Domingo de Pascoela, não poderá faltar o tradicional Folar de Carne.
Venha até Mirandela comemorar a Páscoa e a Pascoela. Nesta Semana Santa, faça a sua reserva numa unidade de alojamento, como por exemplo, no Grande Hotel Dom Dinis, no Hotel Miratua, na Residencial São Jorge, na Pensão Praia, na Casa dos Araújos ou na Quinta Entre Rios, sendo que em qualquer uma delas encontrará o conforto de que precisa e sempre uma simpática recepção.
Para si, que tanto gosta de Férias e de Viagens, votos de umas férias relaxadas e, sobretudo, de uma Páscoa gostosa como os ovos de chocolate, doce como as amêndoas, luminosa como a luz do sol, colorida como o arco-íris, alegre como as flores do campo, quente como a Primavera e amável como o Coelhinho da Páscoa.