Porto Santo – A Ilha Dourada

Escrito por admin em Nov 22, 2010

Chegou o tempo mais frio e mais chuvoso. Mas nem por isso, deixamos de viajar. Sim, porque há sempre quem possa escapar da rotina diária e, até mesmo, das responsabilidades laborais. Desta vez, vamos deixar o Portugal Continental, mas não deixamos de visitar território lusitano. Isto porque, depois de uma visita à ilha da Madeira, agora é a vez de uma visita à ilha do Porto Santo.

Com uma praia de nove quilómetros de extensão, de águas azuladas, límpidas, calmas e cristalinas e de vastas areias finas e amareladas com propriedades terapêuticas, o Porto Santo, conhecido como a Ilha Dourada, caracteriza-se, para além do modo de vida pacato e recatado dos seus habitantes, das superfícies elevadas e dos locais recônditos, por um clima estável e seco, com pouca variação das temperaturas entre as estações, o que torna, desde logo, muito agradável fazer praia durante todo o ano. Passeando a pé pelas veredas ou pedalando pelos trilhos, pode-se apreciar a beleza primitiva das paisagens desta ilha, descoberta em 1418, por João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira.

Tendo 11 quilómetros de comprimento e 6 quilómetros de largura, percorra a Ilha Dourada de Norte a Sul e de Este a Oeste. A maioria da actividade do Porto Santo, assim como, a maioria da população da ilha, está focada na pequena cidade de Vila Baleira, situada a Sul. É nesta cidade capital que se encontra o Largo do Pelourinho com os edifícios da antiga e da nova Câmaras Municipais e o moderno Centro Cultural e de Congressos; o Jardins do Infante com o Padrão das Descobertas, inaugurado precisamente há 50 anos e que tem, em cada uma das suas faces, relevos alusivos aos Descobrimentos Henriquinos; a Casa Museu Cristóvão Colombo, onde, para além de mapas, iluminuras e instrumentos de navegação, também se pode encontrar um busto esculpido do navegador genovês; o pequeno porto da ilha, que abriga alguns cruzeiros, a pequena frota pesqueira e o ferryboat que faz, diariamente, a ligação com a cidade do Funchal.

Na parte ocidental da ilha são muitas as atracções turísticas. É o caso da Quinta das Palmeiras, uma espécie de mini-zoo e de mini-jardim botânico, onde não faltam pássaros e plantas exóticos; da Adega das Levadas, uma empresa vinícola familiar que acolhe visitantes e onde laranjeiras, vinhas e canas-de-açúcar crescem nos seus pequenos terrenos; do Morenos, um encantador local para todos aqueles que gostam de fazer piqueniques; de recintos desportivos como o Clube de Hipismo, o Campo de Golfe e a Academia de Ténis.

O Norte da ilha, por sua vez, é conhecido pelo Museu Cardina, uma das ofertas culturais mais procuradas e, como tal, mais visitada. Este museu etnográfico, construído num moinho de vento, dispõe de um vasto espólio, onde se pode encontrar diferentes tipos de peças e artefactos que retratam o dia-a-dia da população do Porto Santo desde os tempos do povoamento.

Finalmente, a leste da ilha sobra o Pico do Facho, ou seja, o pico mais alto da ilha, com mais de 500 metros de altitude e, sobre o qual, pode desfrutar de uma fabulosa vista panorâmica do Porto Santo.

Existem muitos e variados restaurantes espalhados por toda a ilha, onde se pode deliciar com algumas iguarias, que constituem as especialidades gastronómicas, como por exemplo, a sopa de trigo, o milho cozido ou frito, a espetada de carne de vaca, os filetes de espada com molho tropical e as serralhas utilizadas na confecção de saladas; o vinho do Porto Santo, velho ou novo, é normalmente servido como aperitivo; o Bolo do Caco, os Biscoitos Torrados, as Broas de Mel, as Capelas de São João, as Rosquilhas Típicas do Porto Santo, o Pudim de Requeijão e a Mousse de Maracujá estão na lista das sobremesas.

Porto Santo é rico em artesanato: com os entrelaçados de palmito concebem-se diversos utensílios como chapéus, carteiras, cintos e forros para copos e garrafas; cestos e cestas são feitos a partir da canavieira; muitas peças decorativas e funcionais são moldadas a partir do barro; utilizando a madeira recriam-se miniaturas de carros de bois, lagares e demais instrumentos de labor; peças de artesanato funcionais, como por exemplo, candeeiros de mesinha de cabeceira, tocadores de instrumentos musicais, molduras e guarda-jóias são concebidos a partir de conchas e búzios recolhidos na baía.

A Ilha Dourada também é famosa pelo seu conjunto de festividades, das quais se destacam as já consagradas Festas de São João com as Marchas Populares a terem honras de transmissão televisiva; as festas religiosas da Nossa Senhora da Graça e da Nossa Senhora da Piedade, a 14 e 15 de Agosto e a 30 e 31 de Agosto, respectivamente, sempre com procissões e com arrais de comes e bebes; a Festa das Vindimas com a colheita, a pisa da uva e uma prova de vinho grátis; o Festival Colombo que, ao longo da terceira semana de Setembro, entre cortejos, feiras e mercados, homenageia este ilustre navegador do século XV.

Para lá de um ambiente calmo e repousante que tão bem caracteriza o Porto Santo, a Ilha Dourada também oferece verdadeiros momentos de convívio, de lazer e de muita animação, não só para os seus habitantes, como também para os turistas que ao longo de todo o ano a visitam. Por via marítima ou por via aérea, venha até ao Porto Santo e instale-se na unidade hoteleira que mais lhe convir, tendo à sua escolha hotéis, residenciais, pensões, apartamentos turísticos, uma Pousada da Juventude e um Parque de Campismo, e conheça a outra parte do arquipélago da Madeira, na qual existe sempre qualquer coisa para satisfazer qualquer um.

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