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As Cores do Arquipélago dos Açores

Escrito por admin em Mar 21, 2011

A semana que começou com o Dia de São Valentim foi passada no arquipélago dos Açores. Melhor escolha não poderia ter sido feita, ou não fosse a cor vermelha do Amor encontrar-se com a ilha verde de São Miguel, a ilha amarela de Santa Maria, a ilha azul do Faial, a ilha cinzenta do Pico, a ilha castanha de São Jorge, a ilha lilás da Terceira, a ilha branca da Graciosa, a ilha rosa das Flores e a ilha preta do Pico.

Explicar por escrito aquilo que se vivencia em cada uma das ilhas açorianas não é tarefa fácil, pois trata-se de um sentimento muito próprio que, qualquer viajante, mais cedo ou mais tarde, deverá ousar experimentar. No entanto, aqui fica a sugestão para uma temporada, em qualquer altura do ano, naquele que é um dos sítios mais bonitos de Portugal e, até mesmo, do mundo.

Este arquipélago constituído por nove ilhas, todas elas diferentes e dotadas de um carácter muito próprio, é um verdadeiro paraíso paisagístico perdido no Atlântico, no qual a autenticidade da Natureza casa com a criatividade do Homem. Cada ilha dos Açores é um caleidoscópio de paisagens e de gentes com as suas tradições e costumes seculares, que vivem em equilíbrio permanente com a Mãe Natureza. São nove oásis, nove lugares de aventuras, nove surpresas de encantar, que parecem ter tudo e mais alguma coisa, para conquistar e satisfazer o viajante mais exigente. É que, para além de belezas naturais, como as enormes lagoas, os vales imensos e os campos ornamentados de flores, os visitantes podem contar, ainda, com a garantia de uma tranquilidade e de uma serenidade muito próprias, com uma hospitalidade genuína, com um clima subtropical, com cores reconfortantes, com aromas estimulantes e, sobretudo, com paladares saborosíssimos, pois a Sopa do Espírito Santo, a Linguiça com Inhame, o Cozido das Furnas, a Alcatra de Carne, a Alcatra de Peixe, os Pratos de Marisco, a Doçaria Conventual e Variada, a Massa Sovada, o Bolo Lêvedo, os distintos Queijos, o fruto rei Ananás, a Aguardente com Mel ou os Licores de Frutos fazem parte da inconfundível gastronomia açoriana.

Muito mais poderia ser escrito, mas não o faremos. Isto porque, caberá a si, juntamente com aquela pessoa tão especial, descobrir este pequeno mundo que, durante séculos, foi construído por baleeiros, por pescadores e por agricultores. Mundo este, também conhecido como a Estrela do Atlântico, que faz com que qualquer um que o visite, certamente queira voltar uma, e outra, e ainda outra vez.

E porque começámos por destacar as cores do arquipélago dos Açores, não podemos terminar sem indicar a principal razão de cada uma das ilhas ser conhecida por uma cor específica: as pastagens em São Miguel, as giestas em Santa Maria, as hortênsias azuis no Faial, a montanha no Pico, as rochas em São Jorge, os lilases na Terceira, o casario branco na Graciosa, as azáleas rosas nas Flores e a lava no Corvo.

Agora, só nos resta dizer que, visitar os Açores é fazer uma viagem única, ter umas férias revitalizantes, usufruir de pequenos e de grandes prazeres, vivenciar o amor num local pura e simplesmente encantador e, acima de tudo, redescobrir a arte de saber viver.

 
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Chaves – Sabores e Saberes Transmontanos

Escrito por admin em Fev 28, 2011

Depois do Minho, segue Trás-os-Montes e Alto Douro. Embora não seja a primeira vez, pois no Verão passado estivemos na histórica Alfândega da Fé, é sempre uma aventura ver o que nos oferece as terras e as gentes transmontanas. Chaves foi a nossa cidade escolhida para o início deste mês de Fevereiro, pois não poderíamos deixar de visitar a 6º Edição de Sabores e Saberes Tradicionais de Chaves, nem o 3º Encontro de Danças e Cantares Tradicionais do Concelho, dois eventos bem representativos das tradições flavienses.

As estreitas ruas e ruelas tipicamente medievais são a imagem de uma cidade antiquíssima, que oferece como Património Monumental a Ponte de Trajano, o Largo de Pelourinho, a Torre de Menagem, a Igreja da Madalena ou o Castelo de Monforte.

Mas é, sobretudo, na gastronomia que Chaves revela uma enorme autenticidade. Os pratos regionais como o Cabrito Assado ou Estufado, o Cozido à Transmontana ou a Feijoada à Transmontana; as especialidades locais como o Arroz de Fumeiro, a Palhada, os Milhos à Romana ou as Trutas recheadas com Presunto; os divinos produtos de charcutaria como o Presunto, o Salpicão, a Linguiça ou a Alheira e as irresistíveis sobremesas como os Sonhos de Abóbora, os Filhós de Jerimu, o Doce de Cabaça ou o Doce de Chila, não deixam nenhum visitante, seja ele nacional ou internacional, indiferente. Isto para não falar do Folar de Chaves, do Pão de Centeio e, claro, do Pastel de Chaves, um verdadeiro símbolo da confecção pasteleira flaviense, ou não fosse ele um produto bastante divulgado e apreciado por todo o país.

Não deixámos a cidade de Chaves sem trazer, pelo menos, uma recordação. Para além das peças de linho ou das peças de porcelana pintadas à mão, o artesanato flaviense é marcado pela louça de barro preto de Vilar de Nantes, cuja produção, exclusivamente caseira, está virada para o uso doméstico.

Com uma origem que remonta aos Romanos, uma proximidade com a fronteira espanhola e umas águas termais medicinais, vale a pena visitar Chaves, cidade transmontana, na qual a tradição dos sabores e saberes locais é constantemente recuperada.

 
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Braga – O Coração do Minho

Escrito por admin em Fev 15, 2011

Depois do Natal e da Passagem de Ano, chega a primeira festa do ano, ou seja, o Dia dos Reis. Para encerrar esta quadra natalícia e começar este ano num destino tão interessante quanto possível, decidimos ir até Braga, onde, anualmente, há o Encontro dos Cantares de Reis e Janeiras. Conhecida como a Cidade dos Arcebispos, a Cidade Barroca, a Cidade dos Três Sacro-Montes ou a Roma Portuguesa, Braga é, acima de tudo, o Coração do Minho.

Dona de um riquíssimo património monumental, como por exemplo, a Sé, a Igreja do Seminário de São Paulo, a Casa dos Crivos, o Palácio do Raio, a Oratória da Nossa Senhora da Torre, o Arco da Porta Nova, entre muitos outros edifícios repletos de história, são o Bom Jesus, o Sameiro e a Falperra que constituem o chamado Triângulo Turístico, ou seja, os marcos de visita obrigatória no roteiro turístico bracarense. Para usufruir da Natureza, dar um passeio pelo Largo do Paço, pela Praça Conde de Agrolongo ou pelo Jardim de Santa Bárbara parece ser o mais indicado e, para a diversão, nada melhor do que uma ida à Bracalândia, o maior parque de diversões de Portugal, constituído por espaços verdes, zonas temáticas, mais de duas dezenas de atracções, um jardim para piqueniques e sempre com diversos espectáculos de animação.

E se a gastronomia bracarense é nacionalmente famosa por excelentes iguarias como o Bacalhau à Minhota, o Arroz de Pato à Moda de Braga, o Arroz Pica no Chão, o Pudim Abade de Priscos, as Frigideiras do Cantinho, os fidalguinhos, as vieiras, as pederneiras, os sameiros, os suplícios, as paciências ou o bolo-rei escangalhado; já o artesanato bracarense há muito que ultrapassou as fronteiras nacionais, uma vez que os instrumentos de corda, a arte sacra e a vela votiva assumem-se como os ex-líbris da cidade, embora também não se possa esquecer dos panos de linho, dos bordados, da bijutaria, das miniaturas em madeira, dos sinos e do material agrícola em ferro forjado, dos farricocos, das coloridas louças típicas de Braga, enfim, toda uma gama de artigos tradicionais que, facilmente, se encontram nas ruas e nas ruelas da cidade.

Tida como uma cidade bimilenar, Braga foi fundada no tempo dos Romanos como Bracara Augusta. A sua história de 2000 anos de tradições, de artes antigas e de costumes seculares fazem de Braga uma cidade irresistível. Comece este novo ano a planear a sua visita a Braga e venha conhecer uma cidade extremamente dinâmica com uma intensa actividade comercial e onde a tradição é aliada da inovação.

 
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Uma Passagem de Ano Capital

Escrito por admin em Dez 28, 2010

Já em contagem decrescente para um novo ano, são muitas as pessoas que começam a pensar nos destinos para a próxima Passagem de Ano. Continuando a investir no singelo Portugal, por que não optar por Lisboa, a maior cidade do país, cidade global alfa, um dos destinos mais populares e mais cosmopolitas da Europa, ponto de encontro das mais diversas culturas, epicentro dos Descobrimentos desde o século XV e o primeiro lugar onde as Índias, as Áfricas e as Américas se encontraram.

Todos os anos, de 25 de Novembro a 7 de Janeiro, Lisboa prepara-se para os festejos da quadra natalícia e, como tal, não faltam as luzes multicolores, os espectáculos musicais e os animadores disfarçados de Pai Natal. Mas, é, sobretudo, no Fim do Ano, que há festas por toda a cidade, sendo a principal no Terreiro do Paço, onde a música, a dança e o mega espectáculo pirotécnico à meia-noite em ponto ganham terreno.

Nesta cidade moderna que mantém o encanto e o carisma originais, são muitas as atracções turísticas. Aproveite a sua estadia em Lisboa para conhecer a Sé, a Basílica da Estrela, a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, o Padrão dos Descobrimentos, o Castelo de São Jorge, o Museu Nacional de Arte Antiga, a Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa, a Ponte 25 de Abril, a Ponte Vasco da Gama, mais de uma centena de Parques, Jardins, Quintas e Tapadas e muito, muito mais, nesta cidade de vida cultural intensa e vibrante.

Saboreie as especialidades gastronómicas tipicamente lisboetas, como as pataniscas de bacalhau, os peixinhos da horta, as sardinhas assadas, o Bife à Marrare e o mais português de todos os pratos, ou seja, o bacalhau com as suas 1001 maneiras de confecção. Para sobremesa, experimente um dos mais famosos doces de Lisboa e até mesmo do mundo: os Pasteis de Belém polvilhados com canela ou com açúcar em pó. Para acompanhar estes manjares divinos, há uma larga escolha de vinhos branco, tinto, rosé e espumante.

Se deseja fazer compras em Lisboa, quer sejam para si, ou para oferecer a alguém muito querido, o melhor será adquirir produtos caracteristicamente nacionais, ousando entrar nas lojas mais clássicas como A Ginjinha, a Casa das Velas do Loreto, a Chapelaria Azevedo Rua, a Conserveira de Lisboa ou a Luvaria Ulisses ou, então, entrar nas lojas mais modernas como A Vida Portuguesa ou a Jimmy Camões, ou não fosse Lisboa uma cidade entre a tradição e a modernização.

Na Cidade das Sete Colinas, visite as zonas, onde, anualmente, afluem milhares de turistas, como é o caso, da Baixa Pombalina, do Chiado, da Alfama, do Bairro Alto, de Belém, da Estrela ou do Parque das Nações. Escusado será dizer, que Lisboa dispõe de todo o tipo de alojamento: se, por um lado, há unidades luxuosas, sofisticadas e charmosas; por outro lado, também há unidades mais simples e modestas. Nada como fazer uma pesquisa e reservar, com a maior antecedência possível, o seu espaço para os últimos dias do ano.

A todos aqueles que se interessam por explorar novos destinos, votos de uma saudável Passagem de Ano com boas saídas, boas entradas e muita animação. Festeje, coma e beba consoante a sua vontade, pois o que engorda não é o que vai do Natal ao Ano Novo, mas sim o que vai do Ano Novo ao Natal! Já agora, que o próximo ano vos traga 2011 estrelas, sendo uma delas a de prósperas Férias ou Viagens!

 
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Natal na Covilhã, a Cidade 5 Estrelas

Escrito por admin em Dez 23, 2010

Se ainda não sabe onde passar esta quadra natalícia, talvez esteja na hora de reler os textos sobre os diversos destinos portugueses e, quem sabe, se esta não será a época ideal para visitar ou revisitar esses lugares maravilhosos e descobrir as tradições natalícias que há em cada um deles.

No pequeno, mas lindíssimo Portugal, o Natal é sempre fenomenal… Porto, Guimarães, Serra do Gerês, Leça da Palmeira, Alfândega da Fé, Aveiro, Figueira da Foz, Nazaré, Alcobaça, Caldas da Rainha, Tomar, Vila Viçosa, Berlengas, Madeira, Porto Santo ou Algarve… De qualquer das formas, se ainda quer uma nova sugestão, que tal passar este Natal na Covilhã, uma das portas da Serra da Estrela?

Com neve ou sem neve, a tradição natalícia na Covilhã ainda é o que era. Logo no princípio de Dezembro, a cidade enche-se das iluminações de Natal e do típico presépio, enquanto as luzes e as músicas natalícias, que ecoam pelas ruas, dão mais cor e beleza aos covilhanenses e a todos os forasteiros. No centro da cidade, o carrossel e a distribuição de bombons pelo Pai Natal fazem as delícias de todas as crianças.

Numa festa acolhedora, as famílias passam o Natal no aconchego do lar e a mesa de Natal é composta pelas batatas com bacalhau, pelo bolo-rei, pelo bolo-rainha, pelas rabanadas, pelo arroz doce, pelos pasteis de bacalhau e por tantas outras sobremesas que adoçam a mesa que nunca fica vazia, pois segundo os mais antigos, durante a noite há sempre alguém que vem comer. À meia-noite, os covilhanenses vão à Missa do Galo beijar os pés ao Menino Jesus que, a partir desse momento, é colocado na manjedoura. De volta a casa, os presentes são desembrulhados, o momento mais importante, não só para os mais novos, como também para os mais velhos. Para terminar a noite da Consoada, as famílias deslocam-se para locais onde existem madeiros, sempre com o objectivo de juntar os habitantes à volta da fogueira; entre assados e cantorias, contam-se histórias e fala-se de gentes antigas. Passada a maior noite do ano, o dia do nascimento do Menino Jesus também é passado em família. Ao almoço, come-se o cabrito, o peru, o pato e a roupa velha. De seguida, a mesa volta a ficar repleta de doces e salgados e a cabeça de leitão não pode faltar. Com as Janeiras a serem cantadas de porta em porta, a tradição continua até 6 de Janeiro, Dia dos Reis.

Visitar a Covilhã é visitar uma cidade dinâmica, moderna e promissora, que, mantendo as tradições serranas da boa recepção, convida, também, à exploração de novas experiências, novas vivências e novas sensações algures na Beira Interior. Covilhã é, desde há dois anos, conhecida pelo público como a Cidade 5 Estrelas: a estrela amarela da hospitalidade, a estrela azul da inovação, a estrela laranja da proximidade, a estrela vermelha da tradição e a estrela verde do lazer.

Uma vez que a Covilhã é um dos principais centros de lanifícios da Europa, não deixe de visitar o Museu de Lanifícios integrado na Universidade da Beira Interior, nem de adquirir os artigos mais típicos trabalhados a partir da lã. Certamente que os seus familiares, amigos, colegas, vizinhos e demais conhecidos acharão imensa graça às luvas de pata-de-urso, aos gorros de pompom ou aos coletes em pele de ovelha, até porque, dirão eles, Natal sem prendas não é Natal!

É deste modo, que na Covilhã se vive o espírito natalício e, é com entusiasmo, que se espera pelo Ano Novo. Tenha um Natal repleto de saúde, de alegria e de boa comida e, ainda, de Férias ou Viagens quanto bastam. Para todos aqueles que gostam de conhecer novos destinos, as suas gentes e as suas culturas…Um Santo e Feliz Natal!

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