Mafra – A Riqueza Patrimonial

Escrito por admin em Ago 30, 2011

Depois de Junho, do início do Verão e dos Santos Populares, Julho continua com o tempo quente e com muitas festas e festivais por este país fora. E, porque meio ano de Férias e de Viagens já se passou, mais meio ano se segue e, certamente, com a continuação de bom lazer. E nós cá continuamos, ora para relatar e partilhar convosco as nossas viagens, ora para sugerir e propor novos destinos para as suas férias.

Desta vez, vamos contar a nossa experiência na curta, mas compensadora ida à vila de Mafra nos passados dias 8, 9 e 10 de Julho. Se, por um lado, o Festival do Pão foi motivo para a deslocação a Mafra no segundo fim-de-semana deste mês; por outro lado, a riqueza patrimonial desta vila é um imperativo para visitar Mafra em qualquer altura do ano.

É que Mafra é rica em cultura e em natureza. Bastaria referir o monumental Palácio Nacional para compreender e avaliar a riqueza desta vila. Mencionado no “Memorial do Convento” do Prémio Nobel da Literatura José Saramago, este palácio, obra-prima do Barroco português, foi mandado erguer pelo rei Dom João V, o Magnânimo, em 1711. Das suas mais de mil divisões, o realce vai para o Convento, para a Basílica, para a Biblioteca, com um acervo de 35.000 volumes e para os Carrilhões, cujos sinos são considerados os maiores e os melhores do mundo.

Falar do Palácio Nacional de Mafra é falar, também, da Tapada Real e do Jardim do Cerco. A Tapada, criada por reis e para reis, em 1747, com o objectivo de proporcionar um adequado envolvimento ao Palácio, dada a riqueza da sua fauna e flora, é uma verdadeira jóia da natureza, um autêntico ícone do património natural do país. O Jardim do Cerco, por sua vez, tem como cenário o jardim barroco traçado entre o Palácio e a Tapada e é um lugar de usufruição da natureza, embelezado pelo Jardim Botânico, pelo Bosque, pelo Parque Infantil e pelo Parque de Merendas.

Mas a riqueza patrimonial de Mafra não se fica por aqui. A uma curta distância da vila, fica o lugar do Sobreiro, conhecido pela Aldeia Saloia e pela Casa do Poeta. A Aldeia Saloia, da autoria do mestre oleiro José Franco, é uma aldeia de brincar, que tem como grande atracção as miniaturas de cenas rurais com bonecos animados movidos a electricidade ou a água, os quais desempenham as profissões do antigamente. Deste modo, miúdos e graúdos poderão ver como viviam os nossos antepassados e sentir esses tempos. E porque o pão é famoso em Mafra, provámos o delicioso Pão com Chouriço na padaria da aldeia e, também, não deixámos de provar a não menos deliciosa Jeropiga na adega da aldeia. Mais tarde, foi a vez da visita à Casa do Poeta, na qual “Arte é gostar de poesia; é um modo bonito de falar e dizer vida”. Palavras de António Batalha, o proprietário, que encontrou nesta casa um espaço para divulgar os seus trabalhos relativos à arte da escrita e da olaria. Prova disso são as mais de cinco mil peças miniaturas em olaria com vários poemas gravados.

E, tal como começámos por dizer, esta ida a Mafra teve como ponto de partida o Festival do Pão. Produto de excelência desta vila, o pão é o alimento central de saborosas iguarias como as Fatias Douradas, o Pudim de Pão, o Tiramisú com miolo de Pão e os Parrameiros. Mas, a juntar a esta lista de doces pecados, há também os doces conventuais, nomeadamente, as Barriguinhas à Convento, as Freirinhas e os típicos Fradinhos.

Apesar da nossa curta estadia em Mafra, regressámos com a certeza de que voltaremos a visitar esta vila de riqueza patrimonial. Nós já lá fomos, agora é a sua vez!

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