Chaves – Sabores e Saberes Transmontanos
Depois do Minho, segue Trás-os-Montes e Alto Douro. Embora não seja a primeira vez, pois no Verão passado estivemos na histórica Alfândega da Fé, é sempre uma aventura ver o que nos oferece as terras e as gentes transmontanas. Chaves foi a nossa cidade escolhida para o início deste mês de Fevereiro, pois não poderíamos deixar de visitar a 6º Edição de Sabores e Saberes Tradicionais de Chaves, nem o 3º Encontro de Danças e Cantares Tradicionais do Concelho, dois eventos bem representativos das tradições flavienses.
As estreitas ruas e ruelas tipicamente medievais são a imagem de uma cidade antiquíssima, que oferece como Património Monumental a Ponte de Trajano, o Largo de Pelourinho, a Torre de Menagem, a Igreja da Madalena ou o Castelo de Monforte.
Mas é, sobretudo, na gastronomia que Chaves revela uma enorme autenticidade. Os pratos regionais como o Cabrito Assado ou Estufado, o Cozido à Transmontana ou a Feijoada à Transmontana; as especialidades locais como o Arroz de Fumeiro, a Palhada, os Milhos à Romana ou as Trutas recheadas com Presunto; os divinos produtos de charcutaria como o Presunto, o Salpicão, a Linguiça ou a Alheira e as irresistíveis sobremesas como os Sonhos de Abóbora, os Filhós de Jerimu, o Doce de Cabaça ou o Doce de Chila, não deixam nenhum visitante, seja ele nacional ou internacional, indiferente. Isto para não falar do Folar de Chaves, do Pão de Centeio e, claro, do Pastel de Chaves, um verdadeiro símbolo da confecção pasteleira flaviense, ou não fosse ele um produto bastante divulgado e apreciado por todo o país.
Não deixámos a cidade de Chaves sem trazer, pelo menos, uma recordação. Para além das peças de linho ou das peças de porcelana pintadas à mão, o artesanato flaviense é marcado pela louça de barro preto de Vilar de Nantes, cuja produção, exclusivamente caseira, está virada para o uso doméstico.
Com uma origem que remonta aos Romanos, uma proximidade com a fronteira espanhola e umas águas termais medicinais, vale a pena visitar Chaves, cidade transmontana, na qual a tradição dos sabores e saberes locais é constantemente recuperada.